domingo, 17 de abril de 2016

Diga não a limitação da internet: Saiba como ajudar.

Bom dia, galera. Hoje venho até aqui para tratar de um assunto muito sério que vai afetar a todos nós. O novo acordo dos provedores de internet com a Anatel, que possibilitará que eles limitem bastante os dados consumidos mensalmente pelos consumidores.


Pois é, é isso mesmo. Há cerca de dois anos a Anatel anunciou a possibilidade de que isso ocorresse, seguindo as tendências de telefonia móvel, alegando que não colocaria entraves para que esse modelo de cobrança fosse adotado (vide OlharDigital).
Algumas operadoras de internet alegam que isso melhorará o consumo de dados, por que, segundo eles, o modelo de rede atual não suporta o consumo que tem ocorrido. A ideia é reduzir os custos de quem consome pouco, mantendo um ambiente de rede mais saudável.
Para minha humilde opinião, parece apenas que as ditas operadoras faltaram a uma lição básica de economia. Se o consumo está alto, você não limita sua oferta cobrando mais caro, pois isso desestimulará o consumidor. O mais correto seria investir na rede e ampliar a capacidade de oferta, melhorando os serviços e conseguindo adesão de ainda mais consumidores. Assim se faria mais dinheiro.
Alguns provedores alegam que esse é o modelo utilizado por diversos países desenvolvido, mas aí temos uma outra questão: desde quando a qualidade da rede brasileira é comparável com a internacional. Segundo uma pesquisa de uma grande revista brasileira (pode ser encontrada ao buscar “internet pelo mundo”), o Brasil tem a 9ª pior rede do mundo, com conecção média de 2,9Mbs, bem distante dos valores atingidos pelos países desenvolvidos. Segundo NomadesDigitais, a conecção na Coréia do Sul, por exemplo, pode chegar a picos de média de 63,6 Mbs, e no Japão, cerca de 52 Mbs. Sem contar que o “limite” de dados, nos países desenvolvidos que utilizam esse sistema é altíssimo, nada perto dos 20 ou 30 Gb que nossas operadoras Brazzucas querem nos impor contra nossa vontade. Querem comparar o preço, meus caros (acho que nem precisa né)?
Pagamos um absurdo por um serviço majoritariamente medíocre, e ainda querem nos sugar mais. Observem, os preços não cairão muito para os usuários de pouco conteúdo, mas os consumidores de Streamming de vídeos e áudios pagarão uma boa porção a mais.
Mas vamos voltar à questão econômica. Não posso eu ser inocente e acreditar que estas empresas milionárias estão cometendo um erro econômico banal desse. A crise jamais impediria o investimento delas, se de fato fosse a intenção. Tampouco me parece que o custo seja o determinante. Será a Tv?
Segundo o CanalTech, numa notícia de janeiro, as televisões por assinatura perderam mais de 500 mil assinantes nos quatro meses anteriores a pesquisa. “Mas Corvo, o que as TVs por assinatura tem a ver com isso?” No Brasil, a maioria dos provedores de Televisão por assinatura são também os mesmos provedores de internet. E para onde vai esse público que não está assistindo a programação que repete em loop a semana toda? Para serviços como Youtube, Twitch, Netflix etc, para sites que fornecem séries (mesmo piratas), desenhos animados, vlogs e outros entretenimentos que atendem a uma demanda mais imediata e requer adequação a disponibilidade do consumidor.
“Mas Corvo, de onde vem tanta indignação?” Meus caros, eu lidava com um provedor maravilhoso aqui em Campinas, ótimo sinal, entregava o contratado, caiu apenas duas vezes em um ano e um mês de contrato. Mas havia um grave defeito. Somente 40Gb por mês de consumo e minha velocidade caia para 512kb/s. Estourei o consumo em dez dias nos últimos 2 meses. Têm como um blogeiro iniciante não se irritar?


Se não fizermos nada e o modelo for aprovado, ele entrará em vigor entre o final de 2016 e início de 2017 (perspectiva), e seremos obrigados a conviver com indignos cortes bruscos de velocidade ou de conecção. Isso mesmo, alguns planos irão cortar sua conecção quando você estourar o limite, de modo que você se torna um refém digital (olha o drama), liberto apenas mediante a compra de um pacote adicional de dados, cujos valores estipulados já podem ser encontrados por ai.
Quase todas as referências estão linkadas aqui no post, mas antes de agradecer e encerrar, queiro deixar mais dois adendos, existe no facebook um movimento contra essas operadoras, o Movimento internet sem limites, que me parece ser ativismo real, e está rolando por ai uma petição que já conta, no momento, com mais de 1,2 milhões de assinaturas digitais. Por isso, eu peço que cliquem aqui, e façam sua parte.
Agora sim, muito obrigado e bom dia a todos.

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